O efeito da soja na redução dos níveis
de colesterol depende da quantidade de isoflavonas - estrógenos
vegetais – que ela possui, conforme estudo publicado em
Archives of Internal Medicine.Soja com grandes quantidades de isoflavonas reduz
drasticamente o colesterol. Além disso, a soja que teve
suas isoflavonas extraídas, bem como aquela com baixos
teores desta substância, não promove redução
dos níveis de colesterol.
O estudo, realizado por John R. Crouse, durou nove semanas, nas quais quatro grupos de pacientes ingeriram proteína de soja contendo quatro quantidades diferentes de isoflavonas, entre 3 e 62 miligramas. Aqueles que ingeriram os 62 mg apresentaram maiores reduções dos níveis de LDL ("mau" colesterol).
Foram observadas evidências daquilo que os médicos
denominam "relação dose-resposta":
conforme o aumento da quantidade de isoflavonas, maior o
efeito de diminuição do colesterol. Entre as
mulheres participantes do estudo, observou-se redução
da pressão sangüínea proporcional ao
aumento da concentração de isoflavonas.
Pessoas de países asiáticos consomem 30 a 50
vezes mais soja do que aquelas de países ocidentais.
Naqueles países, as pessoas apresentam menor prevalência
de câncer uterino e de mama, bem como de doenças
cardiovasculares. Isoflavonas são encontradas na urina
de asiáticos em quantidades em torno de mil vezes maior
do que aquela encontrada na urina de populações
americanas. Esses compostos têm grandes chances de serem
os responsáveis pelos efeitos cardioprotetores da soja
devido a suas semelhanças químicas e biológicas
ao estrógenos mamários.
A forma pela qual as isoflavonas agem ainda é um mistério.
Existem algumas evidências de que necessitam da proteína
da soja para reduzir o colesterol, pois outras pesquisas já
demonstraram que as isoflavonas, sozinhas, não são
capazes de fazê-lo.

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