terça-feira, 29 de novembro de 2011

Obesidade infantil mais que triplicou nos últimos 35 anos

Segundo docente do curso de Nutrição do Complexo Educacional FMU, Daiana Quintiliano, reeducação alimentar da criança deve começar em casa.

Fazer uma criança se alimentar de forma saudável tem sido cada vez mais difícil, pois atualmente a variedade de comida processada e industrializada, entre doces e salgados, tem sido muito mais tentadora do que um prato de verduras e legumes. A facilidade e comodidade que os alimentos prontos trazem é uma das principais causas da obesidade infantil.


O sobrepeso em crianças brasileiras entre 5 a 9 anos aumentou nas últimas décadas. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), em 1970, o percentual de meninos e meninas acima do peso era, respectivamente, 10,9% e 8,6%. Atualmente, esses números mais que triplicaram, na mesma ordem, são 34,8% e 32%.


Uma das principais causas dessa alta, nos últimos 35 anos, tem como principal fator o desenvolvimento socioeconômico do Brasil no mesmo período. “A entrada da mulher no mercado de trabalho e a segurança de manter os filhos em casa, contribuíram para que as crianças tivessem espaço livre para comer o que quisessem na falta de uma mãe que já não tem tempo para preparar seu almoço”, comenta a professora Daiana Quintiliano, docente do curso de Nutrição do Complexo Educacional FMU.


Logo, estar atento ao que as crianças ingerem e estimulá-las a se alimentar corretamente é uma importante tarefa que os pais devem desempenhar. “A família toda deve rever seus hábitos alimentares. Cabe aos pais conscientizar a criança de que a comida saudável traz benefícios à saúde, assim pode-se controlar o seu peso de forma mais fácil. Ir à feira junto com o filho e integrá-lo à preparação dos alimentos é um estímulo considerável”, explica a professora.


Pois caso a criança não perca peso, os problemas de saúde aparecem ainda na infância, tanto de aspectos físicos quanto emocionais. “A criança obesa fica estigmatizada e se torna depressiva, ansiosa e desconta ainda mais na comida. Além disso, doenças como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto e disfunções ortopédicas são enfermidades já encontradas nos jovens de até 10 anos”, conclui a professora.


Fonte:Jornow 

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