Desde a Antiguidade que se sabe que ingerir este ou aquele alimento
ajuda a curar certas doenças.Só mais recentemente se descobriu que é às vitaminas que se devem muitas
ações de regulação, fundamentais para o nosso metabolismo.
No entanto, os antigos
Egípcios já sabiam que a cegueira noturna se combatia dando fígado
aos doentes – ou pondo compressas de fígado sobre os olhos. Há dois
mil anos, o famoso médico grego Hipócrates já recomendava a ingestão
de fígado para tratar a cegueira noturna. Em 1913, num estudo experimental ,
foi descrito que animais com xeroftalmia (secura dos olhos) a curavam
comendo gema de ovo, leite, manteiga e óleo de fígado de bacalhau. Na
guerra mundial de 1914 a 1918, a xeroftalmia era causada pela falta
de manteiga na alimentação.A descoberta das propriedades "curativas"
de certos alimentos ocorria (tal como hoje) quando se via que, comendo
um determinado alimento, os sintomas (os sinais) da doença desapareciam.
Isso acontecia com doenças que afectavam os olhos, que melhoravam comendo
fígado (que tem muita vitamina A), com o escorbuto, cujo aparecimento
era prevenido pelo consumo de citrinos (que têm muita vitamina C). Esta
última descoberta ocorreu já no século XVIII.A partir de 1880 que ficou
provado, em vários casos, pela experiência, que
comer arroz com casca ajudava a prevenir o beribéri
e que esta era, portanto, uma doença nutricional.
Em 1912, o bioquímico polaco Kazimierz Funk, ao isolar o elemento que o médico William Fletcher pressentira ser importante no arroz, decidiu chamar-lhe "vitamina" – composição de vita ("vida" em latim) e amina (um sufixo que designa o grupo químico das aminas que constituem, por exemplo,os aminoácidos).Mais tarde descobriu-se que nem todas as vitaminas são "aminas", mas o nome ficou.
A primeira vitamina a ser descrita foi a vitamina A. Mais tarde foi identificada a vitamina B, que se verificou ser composta por diversos elementos: assim surgiu o "complexo B", que agrupa as vitaminas B1, B2, B6, B12, ácido fólico, niacina, ácido pantotênico, entre outros.
Em 1912, o bioquímico polaco Kazimierz Funk, ao isolar o elemento que o médico William Fletcher pressentira ser importante no arroz, decidiu chamar-lhe "vitamina" – composição de vita ("vida" em latim) e amina (um sufixo que designa o grupo químico das aminas que constituem, por exemplo,os aminoácidos).Mais tarde descobriu-se que nem todas as vitaminas são "aminas", mas o nome ficou.
A primeira vitamina a ser descrita foi a vitamina A. Mais tarde foi identificada a vitamina B, que se verificou ser composta por diversos elementos: assim surgiu o "complexo B", que agrupa as vitaminas B1, B2, B6, B12, ácido fólico, niacina, ácido pantotênico, entre outros.
| Há "antigas" vitaminas que deixaram de o
ser, como sucedeu com a vitamina F, que se descobriu não
ter na sua composição o grupo amina.Há também vitaminas que são mais conhecidas
por outras designações, como o ácido
fólico (em vez de vitamina M) ou a niacina (em vez
de vitamina PP). Para rematar, lembramos que as vitaminas são absorvidas pelo nosso corpo, mas não são por ele produzidas, à exceção da vitamina D, que é sintetizada pelo organismo (a uma escala limitada), e das vitaminas B12 e K, que são sintetizadas (pela flora bacteriana) no intestino.A preparação dos alimentos, como a cozedura, o descascar (caso a caso, claro) fazem com que se percam vitaminas nos alimentos. A cozedura provoca perdas devido às altas temperaturas (sobretudo se houver ebulição) e o descascar proporciona a oxidação de alguns compostos. A vitamina C e as vitaminas do complexo B, por exemplo, que são hidrossolúveis (diluem-se em água), perdem-se pelo vapor ou pela própria água da cozedura. Um facto que vem reforçar o valor nutritivo da sopa.As vitaminas são sensíveis a alterações de calor, umidade, luz, presença de oxigênio e deficiências do armazenamento. |
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